O ambiente para o estudo deve ser sossegado, com boa iluminação, silencioso, com uma mesa e uma cadeira bem confortável.
O ambiente para o estudo deve ser sossegado, com boa iluminação, silencioso, com uma mesa e uma cadeira bem confortável.
As anotações em sala de aula são muito importantes para o estudo por serem pessoais, ou seja, o estudante deve anotar com suas palavras o que captou na aula. A maioria das pessoas, ao escrever, memoriza com mais facilidade do que simplesmente ouvindo ou vendo. No caso das anotações, deve-se: 1. Preparar um caderno para anotações ou utilizar o próprio caderno da matéria a ser estudada. Anotações organizadas facilitam uma consulta posterior. 2. É interessante manter o hábito de rever as anotações ao fim do dia. Com o conhecimento da aula ainda em mente, pode-se complementar algo que ainda não foi esquecido, mas não havia sido registrado na anotação.
Muitas vezes é necessário aprofundar-se em temas que, em virtude de tempo escasso, não puderam ser abordados de forma ampla pelo professor, em aula. Nestes casos, indica-se a realização de pesquisas: buscar tópicos relacionados, opiniões de diversos autores, últimas notícias lançadas sobre o tema, tudo pode despertar interesse e auxiliar a consolidar o conhecimento. Promover discussões sobre o tema com os colegas sempre é uma atitude saudável e pode até tornar-se mais interessante do que parecia inicialmente.
Quando um estudante mantém um bom ritmo de estudo, ele ganha tempo para dedicar-se a revisões, que, por conseqüência, serão mais fáceis. Com isto evita-se o excesso de tópicos a estudar acumulando-se. Para uma revisão eficiente, pode-se: 1. Ler o conteúdo a ser estudado superficialmente para se familiarizar com o assunto e estabelecer uma visão geral. 2. Reler com muita atenção o conteúdo sublinhando as informações mais importantes. 3. Elaborar um pequeno questionário e/ou resumo do que foi lido ajuda a reter o assunto e a estabelecer o próprio entendimento do tema, além de ajudar a diagnosticar os pontos que eventualmente estejam obscuros após o estudo. 4. Fazer um "Mapa Mental" do capítulo (observando cores diferentes para as ramificações) também auxilia na memorização. Nota: Mapa mental nada mais é do que um diagrama esquemático, no qual o estudante relaciona - no papel - os principais tópicos ou informações, de acordo com a ligação que existe entre eles, de modo a estabelecer uma visão geral sobre o assunto e memorizá-lo com maior facilidade. Depois de pronto o mapa mental costuma lembrar uma teia de aranha ou, dependendo do assunto, uma árvore com vários galhos. 5. Resolver exercícios relacionados ao tema. Exercícios nunca são demais: conseguir resolver um exercício significa ter conhecimento sobre o tema, e não conseguir resolvê-lo é um alerta para tirar dúvidas e aprimorar-se. Materiais auxiliares: Recomenda-se ter sempre um bom dicionário à mão. Nos estudos de História e Geografia, ter um atlas pode ajudar muito. Em exatas e genética, onde costumam aparecer muitas contas a fazer, sugerimos não usar a calculadora, pois no vestibular este auxílio é proibido, assim é importante acostumar-se a fazer as contas sozinho.
Um fator que determina o bom estudo é a vontade de se aprimorar. É esta vontade que o leva a um ritmo de estudo de sucesso. A auto disciplina funciona como um auxiliar do estudante, que deve se treinar para atingir maior domínio sobre suas emoções. Manter-se num ritmo constante é o segredo para evitar períodos de estresse que podem prejudicar o rendimento e o resultado final. Afinal, mas como encontrar motivação? Às vezes o estudante desanima, principalmente quando encontra dificuldades em uma ou mais disciplinas. Outra fonte de desânimo costuma ser a comparação com amigos que não estejam com o mesmo engajamento. Encontrar motivação nem sempre é uma tarefa fácil, porém, uma atitude que pode ajudar é procurar sempre visualizar o seu sonho se realizando. Mas o sonho não pode ser a simples conquista de sua vaga, você precisa atribuir nobreza a ele. Para isso, uma boa maneira é visualizar a diferença que você pode fazer para a sociedade brasileira, direta e indiretamente, afinal, o simples fato de se aprimorar já contribui para o desenvolvimento do país... Para entender isto, basta analisar as principais diferenças entre os países mais desenvolvidos e os mais pobres. Outra atitude que ajuda é procurar a companhia de estudantes que estejam tão engajados quanto você, ou mais. Formar grupos de estudos pode ser uma maneira de aumentar a motivação e vencer dificuldades, pois, as dúvidas de um estudante frequentemente são complementares às de seus colegas.
Para quem não sabe se está com dificuldade de se organizar nos estudos , vou citar alguns exemplos de como fazer isso:
Os resumos podem ser feitos em formato de tópicos
Para quem tem dificuldade em assimilar o que lê e em organizar todo o conteúdo que está estudando, a técnica de resumos pode ser um aliado e tanto para melhorar a sua capacidade de síntese e compreensão.
Muitas pessoas têm maior facilidade em lembrar daquilo que vêem e por isso a memória deles é chamada “visual”. Quem tem memória visual deve dar ênfase nos resumos, nas imagens, nos gráficos e cores utilizados em todos estes. Grifar um texto em vermelho, por exemplo, vai te ajudar a selecionar determinada parte como importante e a sua memória logo vai apreendê-la.
Fazer um resumo de cada matéria estudada é de grande ajuda para a hora da prova. Ao invés de ter que estudar todo o conteúdo outra vez na véspera, basta consultar os seus resumos e você logo lembrará de todas as informações adjacentes. Por esse motivo, é primordial que o resumo seja feito com suas palavras, para ajudar-lhe a lembrar do conteúdo assim que ler a sua síntese.
Os gráficos e esquemas também podem ajudar a criar relações entre significados. Essa é uma boa dica para quem tem “brancos” na hora da prova. Criando as tais relações, assim que você se esquece de uma informação o seu cérebro faz a ligação com outra informação sobre o mesmo assunto. Dessa maneira, as idéias fluem naturalmente, como um recurso de auto-memória.
Por isso, ao fazer resumos é preciso exercitar a sua capacidade de síntese e objetividade. As palavras-chave fazem parte das melhores maneiras de produzi-los. De nada adianta fazer ligações com textos enormes, porque depois será difícil de correlacioná-los com outra informação. Nas palavras-chave constam somente aquelas informações realmente importantes, que fazem ligações em seu cérebro com outras informações também importantes sobre o conteúdo que você já estudou.
O mesmo vale para os resumos de livros literários. Copiar o resumo da internet pode até fazer você saber sobre a história do livro, mas não permitirá a sua compreensão sobre a obra como um todo. O ideal é ler o livro, fazer o seu próprio resumo e só depois disso ler um resumo alheio. Assim você poderá tirar dúvidas e ter acesso às análises dos livros sob uma visão literária, compreendendo o ambiente em que foi produzida a obra.
Por Marla Rodrigues
Equipe Brasil Escola